1834

Prefeitura Municipal de Quixabeira

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Visão Geral

Visão Geral

Bandeira Bandeira do Município
Brasão Brasão do Município
  • Aniversário: 13 de junho
  • Fundação: 13 de junho de 1989
  • Padroeiro(a):Nossa Senhora do Perpetuo Socorro
  • Gentílio:Quixabeirense
  • Cep: 44713-000
  • População: 9411 (estimativa)
  • Prefeito(a): (PMDB)
    2017 - 2020

Cultura

Baseado nas culturas índia e afro, temos em nossa cidade uma rica variedade de produtos artesanais. Dentre os quais podemos destacar os que são feitos das seguintes matérias-primas: Barro ou argila - Utilizada na confecção de potes, moringas, tachos, vasos, panelas, entre outros. Palha - Que resulta em objetos como: chapéus, esteiras, capangas, vassouras, etc. Couro - De origem animal, do qual saem objetos como sandálias, chapéus, selas para animais, jalecos (coletes), botas, cintos e bolsas. Linhas de Nylon - Que se usa para a confecção de redes e tarrafas para pesca. Madeira - Material que proporciona a fabricação de uma infinidade de objetos, sejam eles de utilidade (como cadeiras, mesas), ou para embelezar ambientes. Fio de lã - Deriva-se produtos bastante conhecidos, como bordados, crochê, macramé e tricô.

A culinária quixabeirense também é fruto da miscigenação da cultura indígena com a cultura negra. Possui cores e sabores fortes e afrodisíacos, que provocam a atração dos olhos e do paladar. Entre os principais pratos pode-se destacar:

Mocotó - Parte específica do boi, cozido e servido com farofa.
Peixe frito - Servido com salada e farofa.
Pirão - Feito de farinha, regado ao molho de peixe ou caldo de galinha.
Beiju - Marca registrada da região nordestina, feito de farinha de mandioca, doce ou salgado.
Muqueca - Feita de partes específicas do peixe, junto com leite de ouricuri (Cocos coronata, regionalmente conhecido como "licurí").
Cocada - Que tem como ingrediente principal justamente o licuri.
Acarajé - Feito da massa de feijão, frito ao óleo de dendê e recheado com salada, caruru, vatapá, camarão e piabas.
Quebra-queixo - Doce viscoso, salivante, feito com açúcar e pequenos pedaços de coco.
Cuscuz - De farinha de milho, na maioria das vezes salgado, acompanhado de café com leite. Pode ser recheado de banana-café e queijo, ou feito em farofa misturada com tomate, ovo ou carne-de-sol.
Feijão Tropeiro - Feito de feijão branco, recheado com temperos típicos, ovo, farinha e carne-de-sol.
Umbuzada - Espécie de vitamina, feita de imbu, fruto do imbuzeiro (Spondias tuberosa), da família dos anacardiáceos, encontrada com grande facilidade na região catingueira.
Brevidade - Bolinho de polvilho, açúcar, ovos, etc., assado ao forno.
Mel - Produto que é encontrado e produzido em grande quantidade na região, especialmente na Escola Família Agrícola.
Aipim - É uma planta leitosa, da família das euforbiáceas (Manihot utilissima), cujos grossos tubérculos radiculares, ricos em amido, são de largo emprego na alimentação

Curiosidades
O nome da cidade é derivado de uma árvore nativa da região, a ''Bumelia Sertorum''.
O primeiro grupo de quadrilha da nossa cidade foi elaborado por Armezinda, em 1965.
A primeira pessoa a possuir uma televisão em nossa cidade foi Dalberto Lima, adquirida em Jacobina em 1972. despertou a curiosidade dos munícipes que vinham assistir a novela "Cavalo de aço", que passava na época.
Informações sobre Quixabeira também podem ser encontradas no Guia Cultural da Bahia - Piemonte da Diamantina. Livro organizado pelo Governo Estadual, e publicado em 2001. Ele está disponível na maioria das bibliotecas públicas do estado.
O primeiro rádio pertenceu ao Sr. Etelvino Carneiro (in memorian), trazido do Sul da Bahia. Ele também foi o dono do primeiro caminhão da cidade.
A primeira feira-livre aconteceu debaixo de um pé de umbuzeiro, em 21 de abril de 1943, num domingo de Páscoa.
O primeiro carro pertencia a Jove de Félix, em 1950.
As redes de pesca e tarrafas são confeccionadas por Irineu Lopes, que trabalha até hoje, aos 95 anos de idade.
O nome Quixabeira é lembrado na letra de uma música composta por Carlinhos Brown, Bernard Van Der Weid e Afonso Machado, interpretada pela banda Cheiro de Amor.

Geografia

Lima (2004-2008). O atual prefeito é Eliezer Costa, que tomou posse em 2009.[9]

Geografia
Quixabeira está localizado no Piemonte da Chapada Diamantina, noroeste da Bahia, e fica a 300 km da capital do Estado, Salvador. Recentemente, com a criação do território de identidade da Bacia do Jacuípe, passou a fazer parte desta, por ser um dos municípios banhados pelo rio homônimo.
Com uma área de de 368 km² situada dentro do polígono da seca, apresenta uma temperatura média anual de 28°C, clima semiárido e uma densidade pluviométrica de 500 a 800 mm/ano. Sua altitude é de 431 metros acima do nível do mar e suas coordenadas geográficas são 11° 24' 43" de latitude Sul e 40° 07' 40" de longitude Oeste.
Os solos predominantes são os latossolos vermelhos, amarelo álico e coluvionares, granito-gnaisse e rochas básicas e ultrabásicas. A hidrografia do município é composta pelas águas da barragem João Durval Carneiro, açudes e caldeirões, tendo como vegetação predominante a caatinga.
Usando como base as informações da contagem da população, feita em 2007 pelo IBGE, dos 9.348 habitantes do município, 3.420 estariam na zona urbana e 5.928 na zona rural, apresentando uma densidade de 25,7 habitantes por km². A estimativa oficial do IBGE, para 2009, é de que a população seja de 9.631 pessoas.
Quixabeira possui uma base eleitora, em 2006, de 5.966 pessoas.
O município de Quixabeira faz divisa ao norte com o município de Jacobina, ao sul com São José do Jacuípe e Várzea da Roça, ao leste com Capim Grosso e a oeste com Serrolândia. Fazem parte de sua administração política os Povoados de Jabuticaba, Alto do Capim, Baixa Grande, Campo Verde e Ramal.

Clima

clima semiárido e uma densidade pluviométrica de 500 a 800 mm/ano. Sua altitude é de 431 metros acima do nível do mar e suas coordenadas geográficas são 11° 24' 43" de latitude Sul e 40° 07' 40" de longitude Oeste.

História

O município de Quixabeira é oriundo de Serrolândia, de quem foi desmembrado em 1989. Esta foi emancipada em 1962, e pertencia a Jacobina. O nome Quixabeira deriva da planta de mesmo nome, muito conhecida na região, a Sideroxylon obtusifolium, pertence à família Sapotácea, árvore que atinge 15 metros de altura, armada de espinhos, lactescentes, de folhas alternas, cariáceas, com flores perfumadas, pequenas, de sabor adocicado e agradável. O fruto da Quixabeira é uma baga de cor preta, comestível e de sabor adocicado, contendo uma única semente que apresenta um leite grosso e pegajoso. Sua madeira é utilizada na construção civil por ser boa para ser torneada e as hastes mais finas vergam, mas não quebram. Dizem que os bodes, que com estes se alimenta é luzidio, gordo, bonito e de carne gostosa. As folhas são forrageiras e possuem propriedades adstringentes e tônicas. A casca tem grande aplicação na medicina doméstica, é antidiabética, onde o chá faz desaparecer em poucos dias o açúcar da urina do diabético que o usa; é tônica, pois quem faz uso dela se sente remoçar e se torna corado e forte; é adstringente por ser rica em tanino, e é cicatrizante. Ocorre na caatinga do Piauí até o norte de Minas Gerais.[8]

O município se formou a partir do ano de 1943, quando o senhor Martinho Pereira Lima, junto com seus amigos, pensou em criar um povoado nas terras da fazenda Lagoa das Quixabeiras, pertencente ao senhor José Sousa Novais, mais conhecido como Zé de Belau, seu sogro, que não gostou nem um pouco da ideia, que surgiu porque a fazenda ficava às margens da estrada que ligava São José do Jacuípe a Itapeipú, e por ser rota dos tropeiros que vinham do sul da Bahia trazendo mantimentos facilitaria o pouso dos mesmos e também ajudaria o comércio dos produtos da região, tais como: farinha de mandioca, mamona, ouricuri, pele de animais e outros. Apesar da não aprovação do seu sogro, Martinho não desistiu da ideia de transformar aquela fazenda em um povoado. O senhor Zé de Belau chateado com a determinação do seu genro, resolveu ir embora deixando o caminho livre para Martinho. Esse por sua vez, aproveitando a oportunidade, logo iniciou a limpeza do terreno próximo a fazenda, construindo uma casa e um ponto de venda. Pouco a pouco, seus amigos também foram construindo suas casas e seus comércios, aumentando a população do povoado. E em 21 de abril de 1943 num domingo de páscoa, foi realizada a primeira feira livre, localizada na praça da matriz á sombra de um umbuzeiro, onde era comercializado vários produtos tais como: couro, carnes, animais, farinha de mandioca, feijão, esteiras, chapéus, cestos, ovos, doces e outros. As primeiras casas foram sendo construídas e logo a vila era formada. A maioria dos mantimentos eram trazidos de Jacobina em lombos dos animais (burros), único meio de transporte naquela época, de onde vinham, óleo, café, trigo tecidos e outros. O serviço de entregas de correspondências também era realizado desta maneira. Logo surgem os primeiros carros, e foram recebidos com espanto pela comunidade, o primeiro morador a possuir um caro foi o Sr. Jove de Félix, em 1950, e Etelvino Carneiro a possuir o primeiro caminhão da cidade. A enegia a motor foi instalada e com ela novos avanços surgiram como o primeiro rádio que pertenceu ao Sr. Etelvino Carneiro, trazido do Sul da Bahia, e a primeira televisão pertencida a Dalberto Lima, adquirida em Jacobina em 1972. Despertando a curiosidade dos munícipes que vinham assistir a novela "Cavalo de aço", que passava na época.
Em 1962, Serrolândia é emancipada e o povoado de Quixabeira que até então pertencia a Jacobina, é anexada a esse novo município. Alguns anos depois, já no final da década de 70, o então vereador Raulindo de Araujo Rios, apresenta um projeto na Câmara Municipal de Vereadores de Serrolândia de elevar o povoado à condição de distrito, o que veio a acontecer em 1978. O mesmo vereador, junto com outros vereadores da época e vários membros da sociedade, em 1980, travou uma batalha na Assembleia Legislativa da Bahia para emancipar Quixabeira.
Nove anos depois acontece o plebiscito onde o povo diz sim à emancipação. No dia 14 de junho de 1989, sob a lei 5.019/89, Quixabeira é desmembrada do território de Serrolândia e torna-se município, 46 anos depois de sua fundação. Em 15 de novembro de 1989 houve a primeira eleição com 2.534 eleitores, onde Raulindo Rios foi eleito prefeito. Foram 34 candidatos a vereador, 9 deles eleitos: Edário Pereira de Sousa, Alcivan Perreira de Sousa , Francisco Ribeiro da Silva, Carlito Oliveira Ribeiro Rios, Genézio Novais de Sena, Elias Felix Oliveira, Juceli Barbosa de Oliveira, Joel dos Santos e Julio Sousa Silva. O mandato de Raulindo Rios, primeiro prefeito, foi de 1989 a 1991. Seguido por Lídio Ribeiro (1992 a 1995), Raulindo Rios novamente, em dois mandatos (1996 a 1999, e 2000 a 2004) e Mário Alves de Lima (2004-2008). Eliezer Costa (2009 - 2016) e o O atual prefeito é Reginaldo Sampaio Silva

Turismo

Alem do Turismo Religioso Presente.
Existem em nossa cidade algumas manifestações artísticas relacionadas à dança. Podemos destacar alguns gêneros, como: quadrilha, capoeira, forró, cirandas e festa de bumba (embalada por instrumentos como gaita de pífaros, flauta e zabumba), demonstrando a sensualidade e a riqueza cultural do nosso povo.

Características de algumas danças

Piega: Feita pelos homens, sapateando em cima de um tablado de madeira.
Reizado: Homens e mulheres sambando juntos.
Cortejos: Danças de rua, embaladas por instrumentos como tambores, pandeiros e coisas que fazem barulho.
- Grupos de dança Possuíamos dois grupos de dança organizados, o da FAEECQ, e o Grupo de Dança Lampião & Maria Bonita, atualmente desativados.

FAEECQ - A FAEECQ é formada por jovens da cidade, liderados por Cláudia, e já realizou diversas manifestações culturais e oficinas em prol das crianças e adolescentes desde que foi fundada, no ano 2000. Gerencia a famosa quadrilha "Xibugueira", que resgata as características do nosso sertão.
GRUPO DE DANÇA LAMPIÃO & MARIA BONITA - Recém-formado, o grupo já inicia sua carreira participando de um festival de dança de nível nacional em Gramado, Rio Grande do Sul, sendo um, dos apenas três representantes baianos. O festival foi transmitido ao vivo pela internet, além da cobertura das emissoras locais. Suas apresentações possuíam um repertório baseado no xaxado, arrasta-pé, baião, forró e música folclórica. O grupo é apoiado pelo MOC (Movimento de Organizações Comunitárias) e pela UNICEF.